O Movimento Apostólico de Schoenstatt pertence à Igreja Católica Apostólica Romana e faz parte da Obra Internacional fundada em 18 de outubro de 1914, pelo Pe. José Kentenich, em Schoenstatt, na Alemanha.
Schoenstatt — cuja palavra significa belo lugar — é o bairro da cidade de Vallendar, às margens do Rio Reno, onde estava localizado o seminário dos padres Palotinos.
“Nada sem vós, nada sem nós.”
O ato da fundação da Obra Internacional de Schoenstatt é a Aliança de Amor com Maria, firmada pelo Pe. José Kentenich juntamente com um grupo de seminaristas palotinos.
Hoje existem mais de 200 Santuários no mundo, todos iguais ao Santuário Original. Uma característica específica do Santuário de Schoenstatt está na livre cooperação humana como condição para que Maria permaneça ali de modo atuante.
Cada pessoa que sela a Aliança de Amor insere-se nesse compromisso mútuo e dispõe-se a colaborar para que a Mãe de Deus continue a operar prodígios de transformação nos corações.
Comunidades
Os ramos do Movimento
A Família de Schoenstatt reúne comunidades para cada estado de vida e vocação.
Ramo
Famílias
Casais que vivem a Aliança de Amor no lar, construindo a família como santuário doméstico.
Ramo
Juventude
Jovens que se formam na espiritualidade schoenstattiana e no apostolado.
Ramo
Mães
Mulheres unidas na missão educadora e na intercessão pelas famílias.
Ramo
Homens
Formação da masculinidade cristã à luz do exemplo do Pe. Kentenich.
Ramo
Irmãs de Maria
Instituto Secular fundado em 1926, presente em todos os continentes.
Campanha
Mãe Peregrina
Desde 1950, a Mãe Peregrina visita lares, hospitais e locais de trabalho.
Agenda
Missas e visitas
Santa MissaTodo primeiro domingo, às 11h
Dia 18 — em dias de semanaMissa às 15h e às 20h
Dia 18 — quando cai no sábado ou domingoMissa às 15h
Adoração ao Santíssimo SacramentoTodas às quintas-feiras das 14h às 18h
Santuário aberto para visitasTodos os dias, das 8h às 18h
Todo primeiro domingo do mêsAlmoço na casa da Mãe
O dia 18 de cada mês é o dia da Aliança de Amor, quando toda a Família de Schoenstatt renova sua entrega à Mãe e Rainha.
O Santuário foi inaugurado em 8 de setembro de 2024, festa da Natividade de Nossa Senhora.
Santuário da Mãe e Rainha · Tabor Aurora do Novo Nazaré
Av. Pioneiro Antônio Fernandes Maciel, 1365 — Jardim Paraíso
Maringá — PR · CEP 87053-018
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Índice
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O Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt
O primeiro Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt está localizado em Schoenstatt, na cidade de Vallendar, na Alemanha. No mundo inteiro há mais de 200 Santuários, iguais ao Original. Uma característica específica do Santuário de Schoenstatt está na livre cooperação humana como condição para que Maria permaneça ali de modo atuante. O lema do Movimento de Schoenstatt, “Nada sem vós, nada sem nós”, nos desperta para que nos empenhemos seriamente pela santidade, vivendo fielmente nossa Aliança batismal.
A origem do Santuário efetuou-se por meio de uma Aliança de Amor realizada pelo Pe. Kentenich e os seminaristas com a Mãe de Deus. A frutuosidade de sua existência está relacionada à fidelidade a esta Aliança. Cada pessoa que sela a Aliança de Amor se insere nesse compromisso mútuo e se dispõe a colaborar para que a Mãe de Deus continue a operar prodígios de transformação nos corações e tornar essa pequena Capelinha um Santuário de graças. Essa colaboração humana chamamos de contribuições ao Capital de Graças.
O Santuário é origem de toda a Obra Internacional, pois pela missão que Deus confiou à Mãe de Deus, em renovar o mundo por meio de pessoas renovadas, ela suscitou cada comunidade schoenstattiana. O Movimento Apostólico de Schoenstatt nasce e se desenvolve a partir do Santuário, a serviço da Mãe de Deus. Desta forma, o Santuário de Schoenstatt não é somente um lugar de peregrinação e de graças, mas é também uma escola de santificação e de envio missionário.
São finalidades do Santuário de Schoenstatt
a
Acolher o peregrino e proporcionar-lhe uma profunda experiência com Deus no Santuário, por meio da Mãe Três Vezes Admirável, como Educadora, levando-o a viver a dinâmica da Aliança de Amor;
b
Ser o centro espiritual de toda a Família de Schoenstatt e de sua missão, centro de um Movimento popular de peregrinos e de lideranças, lugar de graças e escola de formação;
c
Ser lugar de envio de imagens da Mãe Três Vezes Admirável como ‘Mãe Peregrina’ de Schoenstatt, para as paróquias, famílias, escolas, hospitais, presídios e outros lugares;
d
Ser garantia do ‘Santuário-lar’, constituído em muitas famílias como espaço religioso, no sentido da Aliança de Amor, para formar uma autêntica ‘Igreja doméstica’.
(Vademecum, p. 69)
As três graças especiais dos Santuários de Schoenstatt
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Abrigo espiritual
Todos os que visitam o Santuário, ou acolhem com fé a Imagem Peregrina da Mãe e Rainha de Schoenstatt, experimentam, aos poucos, a graça de sentirem-se acolhidos, por ela, como filhos. Por meio de seu coração materno, vivenciam o quanto Deus os ama, e colocam-se a seu serviço, confiantes na sua Providência Divina.
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Transformação interior
É decorrente da graça do abrigo. Se crermos que somos amados por Deus, o amor nos impulsiona a vivermos de acordo com seus ensinamentos. Maria implora a Jesus as graças que necessitamos para o seguimento do Evangelho. Como o Pai lhe confiou a educação humana de seu Filho, assim também acreditamos que ela nos ajuda a formar nossa vida à sua semelhança.
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Envio apostólico
Se as palavras comovem e os exemplos arrastam, a transformação de nosso interior faz com que, por meio de nós, muitos encontrem o caminho de volta à casa do Pai. Nosso apostolado torna-se uma expressão de amor, por isso, generoso, humilde e acompanhado com as bênçãos de Maria.
Via-Sacra com as meditações do Beato Pe. Gerhard Hirschfelder
Oração inicial
Senhor Jesus Cristo, vós com tanto amor entrastes nesta via para morrerdes por mim; eu porém tantas vezes vos desprezei! Agora, de toda a minha alma vos amo e, porque vos amo, arrependo-me do fundo do coração de ter-vos ofendido. Perdoai-me e permiti que vos acompanhe nesta via.
Vós, por amor a mim, caminhais para o lugar em que por mim haveis de morrer, e eu também, por amor a vós, desejo acompanhar-vos para convosco morrer, amantíssimo Redentor. Ó meu Jesus, desejo convosco viver e morrer!
A cada estação
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Reza-se então um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.
As catorze estações
Meditações das Estações da Cruz, escritas pelo Beato e herói de Schoenstatt Pe. Gerhard Hirschfelder.
Primeira estação
Jesus é condenado à morte
O ódio feroz dos fariseus contra ti obriga Pilatos a pronunciar a sentença de morte. Tu ficas em silêncio, Salvador do mundo, sabes que essa é a vontade do Pai. Não te desesperas, mas dizes com ousadia: “Pai, a tua vontade!”. Cristo, dá-me essa coragem de dizer o mesmo que tu em todos os sofrimentos!
Segunda estação
O Senhor Jesus carrega a cruz sobre seus ombros
Cristo, tu deves carregar sua cruz como um criminoso. Com coragem de homem autêntico, a carregas sobre os ombros. Ensina-me a não desmoronar quando a Cruz também me pressionar. Seguir-te não significa apenas levar a cruz sobre os ombros, mas carregá-la com ousadia. Senhor, ajuda-me com a tua graça!
Terceira estação
Jesus cai pela primeira vez
Cristo, tu tomas corajosamente a cruz sobre seus ombros, mas ela o pressiona contra o chão. Levantas-te com uma vontade forte e segues em frente, com amor para conosco. Senhor, dá-nos uma forte vontade de suportar a cruz, para que depois da queda possamos nos levantar novamente!
Quarta estação
Jesus encontra sua Mãe
Jesus, quiseste que a tua Mãe fosse testemunha do teu sofrimento. Não és tu que precisas de sua presença, ela está ali porque nós precisamos nos sentir consolados com a sua presença quando carregamos a nossa cruz. Ela, dominada pela dor, deve nos ensinar. Mãe celestial, esteja comigo quando me colocarem a cruz sobre os ombros!
Quinta estação
Simão ajuda Jesus a carregar a cruz
Talvez tenha sido a Mãe que chamou Simão para ajudar; talvez também, no meu sofrimento, Nossa Senhora chamou o Salvador sofredor para me ajudar. Mãe, dá-me uma força e uma vontade forte para não te decepcionar, mas, como um verdadeiro cristão, ajuda-me a carregar a Cruz do Salvador!
Sexta estação
Santa Verônica limpa o rosto de Jesus
A pobre mulher te ajuda, Cristo, fazendo o bem, e recebe sua recompensa. Cristo, ajuda-me a não perder a coragem de carregar a cruz. A mais bela recompensa para mim será salvar almas humanas sofredoras. Recompensa também todos aqueles que, com oração e obras de misericórdia, me ajudam a carregar a Cruz!
Sétima estação
O Senhor Jesus cai pela segunda vez
Cristo, as pessoas tentaram aliviar seu sofrimento ao carregar sua cruz, mas tu cais novamente. A ajuda humana é inútil se Deus não ajudar. Portanto, eu imploro a ti, ó Salvador que carrega a Cruz, me ajude, do contrário eu quebrarei e rejeitarei a sua Cruz. Mas, a partir do momento em que carrega a Cruz, ninguém sofre sem a sua ajuda!
Oitava estação
O Senhor Jesus consola as mulheres que choram por ele
Em seu caminho de cruz, Cristo, tu cuidas de outros sofrimentos. Da mesma forma eu, seu seguidor, devo lembrar em meu sofrimento todos aqueles que sofrem ainda mais do que eu. Senhor, tem misericórdia deles, dá também conforto e ajuda a quem precisa!
Nona estação
O Senhor Jesus cai pela terceira vez
Pouco antes do seu objetivo, és sobrecarregado pela Cruz que levas e mais uma vez esta cruz o pressiona ao chão. Parece que todas as suas forças se esgotam, mas queres cumprir seu sacrifício até o fim e nos mostrar ainda mais seu amor. Senhor, faze-me sempre pronto, por amor a ti e às pessoas, para sofrer ainda mais, se for da tua vontade.
Décima estação
Jesus é despojado de suas vestes
Por fim, podes deixar de lado o peso da cruz, mas um novo sofrimento está chegando. Eles tiram suas roupas. No entanto, a tua dignidade de Filho de Deus e Salvador, a tua dignidade real, não podem tirar, mesmo estando nu. Morres entre criminosos. Senhor, se me privarem da minha dignidade externa, continuarei sendo filho de Deus, lutador de Deus, Sacerdote de Deus, ninguém pode tirar isso de mim!
Décima primeira estação
Jesus é pregado na cruz
A cruz deve se tornar seu leito de morte, do qual tu não podes se libertar até que entregue sua alma ao Pai Celestial. Sim, nós cristãos, e nós sacerdotes em particular, estamos de certo modo apegados à Cruz. Deixe-me lembrar disso nos momentos em que novos sofrimentos vierem e dá-me coragem para perseverar na Cruz!
Décima segunda estação
Jesus morre na cruz
Estás pendurado na cruz por três horas cruéis antes que a morte o liberte. Tu poderias ter convocado a morte antes, mas queria nos mostrar seu amor até o fim. Que eu também suporte meus sofrimentos até que o Pai me liberte deles! Só então meu sofrimento será uma alegria para ti, uma verdadeira penitência pelos meus pecados e ficarás satisfeito com a penitência pelos pecados de outras pessoas. Senhor, dá-me força e vontade para perseverar até o fim!
Décima terceira estação
Jesus é retirado da cruz
Na cruz perseveraram apenas um dos apóstolos e algumas mulheres piedosas, entre elas tu, Mãe de Deus. Ajuda-me a perseverar debaixo da Cruz, não me deixes quando chegar a hora da minha morte. Mãe das Dores, dá-me coragem para suportar todos os sofrimentos, ajuda-me a carregar a Cruz!
Décima quarta estação
Jesus é sepultado
Cristo, seu corpo é colocado na tumba. Tu refletes sua santa face para nós no pano com que mãos piedosas vos envolveram. Mas tu logo se levantarás da sepultura como o Conquistador!
Oração final a Jesus crucificado
Eis-me aqui, ó meu bom e dulcíssimo Jesus! Humildemente prostrado de joelhos em vossa presença, peço e suplico-vos, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis gravar em meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, de verdadeiro arrependimento de meus pecados, e um firme propósito de emendar-me, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as vossas cinco chagas, tendo presentes as palavras que já o profeta Davi punha em vossa boca, ó bom Jesus:
“Transpassaram minhas mãos e os meus pés e contaram todos os meus ossos” (Sl 21, 17).
A Capela São Bonifácio foi construída pelo padre alemão Emílio Clemente Scherer, o primeiro religioso da região. A história de padre Emílio mistura-se com a colonização do norte do Paraná.
Quando ainda morava na Europa, o religioso fechou um acordo com os diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná, colonizadora de Londrina e região: ele adquiriria com capital próprio equipamentos para a ferrovia que ligaria Ourinhos ao norte do Paraná; em troca, receberia alguns alqueires de terra no Estado. Padre Emílio honrou o trato e imigrou para o Brasil em 1937, recebendo como compensação uma fazenda localizada na Gleba Pinguim, que no futuro viria a integrar a cidade de Maringá.
As terras foram batizadas de Fazenda São Bonifácio, um padroeiro alemão. Em seguida, padre Emílio ergueu a capela. Por anos a fio, o religioso fez da Fazenda Bonifácio um local de disseminação da fé e de muito trabalho. Ele era conhecido como um homem bastante sério. Em 1953, padre Emílio arrendou a fazenda para a Irmandade dos Palotinos e regressou à Alemanha, onde faleceu em 1970, aos 82 anos.
(Fonte: Projeto Memória, Prefeitura de Maringá, 1997)
Sobre a arquitetura
A madeira foi extraída da própria mata circundante. O estilo arquitetônico é alsaciano, possuindo paredes duplas: externamente as tábuas foram assentadas na horizontal e internamente na vertical. O sistema é travado internamente por contraventamentos — estruturas inclinadas que conferem rigidez ao conjunto.
A modulação da estrutura é formada por seis elementos de sustentação no sentido longitudinal, sendo que um se sobressai ao corpo da igreja para formar o adro, e quatro no sentido transversal. As seis aberturas da nave são configuradas por janelas com bandeiras ogivais, e a porta principal é de verga reta, com duas folhas.
São Bonifácio, o padroeiro
Origens. Seu nome de batismo era Winfrid. Filho de uma família de nobres ingleses, nasceu em 673, na região de Devonshire, sudoeste da Inglaterra. Seguindo o costume da época, ainda na infância seus pais o levaram para um mosteiro beneditino para que recebesse a melhor educação possível, tanto acadêmica quanto religiosa. No mosteiro Winfrid se adaptou bem e, quando chegou à juventude, percebeu que tinha vocação para a vida religiosa e um desejo ardente de levar o nome de Jesus Cristo aos lugares mais distantes.
Vida religiosa. Quando completou dezenove anos, Winfrid fez seus votos religiosos na abadia beneditina de Exeter, também na Inglaterra. Lá começou sua vida de professor. Lecionou regras monásticas em Exeter e na abadia de Nurslig. Este tempo como professor o ajudou a descobrir sua vocação missionária, pois exercitou a oratória e a lida com pessoas de origens diferentes, saindo-se muito bem.
Primeira tentativa frustrada. Dom Winfrid sentia em seu coração o desejo de anunciar o Evangelho aos povos germânicos que viviam além do rio Reno. Fez uma primeira tentativa de chegar à Alemanha para levar a fé cristã. Porém, por causa de divergências políticas entre um duque chamado Radbod, que era pagão, e o rei Carlos Martel, cristão, essa tentativa foi frustrada e ele não conseguiu realizar seu sonho.
Uma luz ilumina seu caminho. No ano 718, Dom Winfrid fez uma peregrinação a Roma. Lá conseguiu uma audiência com o Papa Gregório II, que decidiu apoiar seu intento de evangelização da Alemanha. Na ocasião, o Papa orientou-o a assumir o nome de Bonifácio, em homenagem a um famoso santo e mártir romano. Winfrid obedeceu e partiu para sua grande missão.
O começo da missão. Em território alemão, Dom Bonifácio chegou primeiramente à Turíngia. Depois dirigiu-se à Frísia. Nos dois locais suas pregações conquistaram corações que se converteram à fé cristã. Depois disso, andou por quase toda a Alemanha levando a Boa Nova de Jesus Cristo. Sua missão frutificou e belas comunidades cristãs se firmaram em território alemão.
Bispo de Mains. São Bonifácio voltou a Roma numa segunda peregrinação. O Papa dessa época, já outro, ficou muito entusiasmado com o trabalho missionário na Alemanha e o nomeou bispo de Mains. A partir desse momento, seu apostolado ganhou nova força. Ele ordenou inúmeros padres e diáconos e fundou vários mosteiros masculinos e femininos, seguindo sua origem beneditina. Dentre esses, destaca-se o de Fulda, que se tornou o grande centro da cultura religiosa da Alemanha. Liderou também a construção de várias igrejas e catedrais por todo o país, com a ajuda de um grande número de monges beneditinos vindos da Inglaterra. Seu trabalho principal, porém, consistia na construção do templo invisível, que é a Igreja de Cristo. Por isso viajou incansavelmente, participou de vários concílios e ajudou na promulgação de leis que tornaram a Alemanha um país melhor.
O Evangelho chega mais longe. Devido ao grande sucesso de sua ação missionária, São Bonifácio estendeu sua missão até a França. Depois, em 754, foi para a Holanda, onde exerceu também seu frutuoso apostolado, levando milhares de pessoas ao conhecimento de Jesus Cristo.
Morte. São Bonifácio estava na Holanda. No dia 5 de junho, dia de Pentecostes, foi celebrar a crisma de um enorme grupo de catecúmenos na cidade de Dokkun. Assim que iniciou a santa missa, uma horda de pagãos da Frísia invadiu a igreja e matou todos os que estavam lá dentro. São Bonifácio recebeu um golpe de espada que partiu ao meio sua cabeça e ele entregou sua alma a Deus. Por isso é considerado mártir, pois deu sua vida por causa da fé em Cristo. Mas a semente que ele lançou ganhou raízes profundas e se firmou para sempre no coração dos povos germânicos. Seus restos mortais foram levados para a igreja do belo mosteiro de Fulda.
Oração a São Bonifácio
Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário que o fez deixar seu país para evangelizar os povos germânicos, cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
A história de Maringá com o local onde será construído o futuro Santuário Filial da Mãe e Rainha iniciou-se em maio de 1999, quando a Família de Schoenstatt tomou posse do terreno. Para marcar o desejo de um Santuário no local, em dezembro do mesmo ano, foi inaugurada uma ermida para a Mãe de Deus.
Após 21 anos, Maringá realiza a coroação da imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt presente na ermida. A motivação para esta ação foi em decorrência dos últimos acontecimentos mundiais da pandemia do coronavírus e o compartilhamento da mesma corrente de coroação da Família Internacional. Sob o título de Rainha da Nova Terra Mariana, a família maringaense deseja que a Mãe reine agora e durante os tempos de construção do futuro Santuário.
A preparação para a coroação consistiu na entrega de muitas ofertas ao Capital de Graças: em frente à imagem da Mãe e Rainha, a Família rezou diariamente a oração da Salve-Rainha acompanhada da jaculatória “Rainha da Nova Terra Mariana! Reina, vence e triunfa!”.
A coroação da ermida de Maringá ocorreu momentos antes da coroação do Santuário Cenáculo no Chile, no domingo 31 de maio de 2020, para que todos pudessem estar reunidos espiritualmente em uma só missão. Devido ao isolamento, o evento contou com a participação de alguns representantes dos ramos e foi transmitido pelas redes sociais, para que as pessoas acompanhassem, em suas casas, esse momento tão especial. A coroação foi feita pelo diácono Valdinei Rodrigo Biassi de Oliveira.
Significado da coroa
A imagem coroada da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável
Cada parte da coroa usada para presentear a Mãe de Deus tem um significado relacionado com a história da Família de Maringá. É o caso das quatro flores, que representam os marcos desta trajetória: a construção da Capela São Bonifácio, em 1940, pelo Pe. Emílio Scherer — a primeira capela construída na cidade; a posse do terreno pelo Instituto das Irmãs de Maria; a inauguração da Ermida; e o novo portador jurídico do local, o Instituto de Famílias de Schoenstatt, em 2004.
Os quatro pilares simbolizam os ramos e a Campanha da Mãe Peregrina, juntamente com os dois semicírculos, que representam as Apóstolas Luzentes de Maria e os Pioneiros de Schoenstatt, ambos vistos como o futuro da Família.
A coroa também possui três pedras vermelhas, que simbolizam as graças encontradas nos Santuários de Schoenstatt: o abrigo espiritual, a transformação pessoal e o envio apostólico. E, finalmente, as cruzes desenhadas são as contribuições ao Capital de Graças entregues por todas as pessoas em prol da conquista diária desta nova terra mariana.
A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt
Um dos mais belos frutos da grande árvore de Schoenstatt
A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, na Alemanha. Pe. José Kentenich expressa seu desejo de que a Imagem de graças da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt tenha um lugar de honra nos lares. Ele escreve em Santa Maria, no Rio Grande do Sul:
“Levem a Imagem da Mãe de Deus e deem um lugar de honra nos lares, assim eles hão de se tornar pequenos Santuários nos quais a Imagem de graças se manifestará, operando milagres de graças, criando uma Santa Terra de Famílias e formando santos membros da família…”
15 de abril de 1948
Um instrumento disponível para servir. Em 1950, o Sr. João Luiz Pozzobon, dono de um pequeno comércio, pai de sete filhos e católico fervoroso, participa de um grupo de homens, no início do Movimento Apostólico de Schoenstatt, em Santa Maria. Recebe a formação schoenstattiana sob a orientação do Pe. Celestino Trevisan, palotino, e assim pode não só conhecer a espiritualidade de Schoenstatt, mas vivê-la em profundidade.
No dia 10 de setembro de 1950, é convidado pela Irmã M. Teresinha Gobbo, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, a levar a Imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt para visitar as famílias. Irmã Teresinha entrega-lhe a Imagem, que havia sido benta no Santuário pelo Pe. Celestino, com as palavras:
“Esta Imagem ficará sob seu cuidado. Não é preciso que reze o terço todas as noites. Apenas deverá cuidar que peregrine de casa em casa.”
Sr. João aceita esse convite. Assume a tarefa de levar a Imagem Peregrina da Mãe e Rainha de Schoenstatt às famílias e exerce esse apostolado durante 35 anos, até a data de seu falecimento em 27 de junho de 1985. Com ela percorre mais de 140.000 km. Em todos esses anos, não deixa um dia sequer de praticar esse apostolado. A partir de 1959, a presença de Maria multiplica-se por meio das pequenas Imagens da Mãe Peregrina, na forma atual, que visitam mensalmente as famílias.
João Luiz Pozzobon levando a Mãe Peregrina de casa em casa
Atento às necessidades dos mais pobres. Com a finalidade de ajudar as famílias mais necessitadas, numa pastoral orgânica e integral, o Sr. João constrói, em Santa Maria, a Vila Nobre da Caridade, ajudando as pessoas mais carentes de recursos a crescerem na fé cristã e na dignidade humana. As famílias permanecem nessas casinhas até conseguirem construir a sua casa própria e, para isso, o Sr. João as incentiva e conduz. Numa ermida, que ele ergue no centro da Vila, manda gravar as palavras que norteiam seu apostolado: “Viver e ensinar a viver!”
Ampliação mundial. A partir da visita do Diácono Pozzobon, com a Peregrina, em 1979, ao lugar de Fundação da Obra de Schoenstatt, na Alemanha, e em Roma, a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt toma uma dimensão internacional. Preocupado com o futuro, o Sr. João confia em testamento a Peregrina Original — com a qual iniciou a Campanha — ao Instituto das Irmãs de Maria, na pessoa de Ir. M. Teresinha, de quem a recebera 30 anos antes. Hoje a Imagem é guardada com grande cuidado no Centro Mariano, em Santa Maria, onde pode ser visitada por todos.
Apoiado e abençoado pelo Fundador. Referindo-se a essa bela Campanha, o Pe. José Kentenich — de quem o Sr. João se considerava um aluninho — assim a classifica, após abençoar a iniciativa:
“Praticamente foi isso que sempre fizemos até agora, por meio do Movimento Apostólico de Schoenstatt: abrir espaços à Mãe de Deus para que Ela opere com as graças do seu Santuário, o abrigo e conforto espirituais, a transformação interior e o ardor apostólico. A Campanha demonstra como são verdadeiras as palavras de São Vicente Pallotti sobre Maria Santíssima: ‘Ela é a grande Missionária; Ela opera milagres de graças’. Trata-se de um autêntico método moderno de Pastoral.”
Uma bênção para as paróquias. A Campanha atinge as paróquias e dioceses, as escolas e hospitais, os presídios e bairros. Sua estrutura diocesana permite uma inserção plena à realidade de cada paróquia e diocese. Ela se estende a todos os Estados do Brasil. São milhares de coordenadores e missionários a conduzirem essa Campanha, numa autêntica campanha de evangelização integrada aos objetivos e projetos de suas dioceses e da CNBB. Esse método de apostolado propagou-se e é assumido por mais de oitenta países dos cinco continentes.
Os Secretariados da Campanha, no Brasil, exercem a função de coordenação geral e auxílio, num trabalho em conjunto com as diversas dioceses. Os coordenadores e missionários são introduzidos na espiritualidade de Schoenstatt por meio de encontros e reuniões de formação, e recebem materiais formativos para a evangelização das famílias.
O desejo de toda pessoa humana é sentir-se amada, compreendida e aceita por alguém assim como é. A Mãe de Deus se revela como mãe solícita e nos faz experimentar esta graça em seu Santuário. Ela nos oferece segurança e atende de modo especial e eficaz as súplicas que lhe dirigimos.
“No Santuário, Maria nos concede a graça de um profundo encontro com Ela, e, através dela, com o coração de Cristo e de Deus Pai.”
Pe. Rafael Fernandez, Vivendo em Aliança, p. 248
A graça da transformação interior
Ao se reconhecer amada, espontaneamente a pessoa se volta para o próprio interior e reconhece humildemente o que faz e não está de acordo com os ensinamentos de Jesus. Então brota do coração o desejo de se autoeducar, unido à graça divina, um acentuado esforço pessoal. É a conversão interior. Todos nós temos algo para melhorar.
Ao nos sentirmos abrigados no coração da Mãe de Deus, Ela nos educa para nos assemelharmos à imagem de Cristo, seu Filho. Maria nos mostra por onde devemos começar, para que tenhamos uma vida nova em Cristo (cf. II Cor 5,17; Ef 4,24).
A graça da fecundidade apostólica
A Mãe de Deus é a grande Missionária e precisa de nós como apóstolos no mundo, para anunciar a todos o amor misericordioso do Pai celestial. A Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, em seu Santuário, nos forma como discípulos-missionários de Cristo, e nos envia, como missionários da Aliança de Amor, para forjar uma cultura mais cristã — a cultura da Aliança — em nossa sociedade e ambiente de trabalho, a fim de que Cristo reine nos corações e nas famílias. Ela nos dá a graça de sermos fecundos em nosso apostolado.
O que é Capital de Graças?
As ânforas de Schoenstatt, imagem do tesouro de graças recolhido pela Mãe de Deus
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a graça divina é algo que está acima da natureza humana. Cristo, com sua paixão e morte, e também pela ressurreição, conquistou uma infinidade de graças para toda a humanidade — um tesouro que representa a salvação dos povos. Somente ele, como Filho de Deus e Redentor da humanidade, pôde merecer essas graças para os homens. Jesus confiou esse tesouro, no céu, à Igreja, para que ela o distribua na terra por meio dos sacramentos.
A espiritualidade de Schoenstatt, desde sua origem, se baseia na contribuição humana unida à iniciativa divina. Nos Santuários de Schoenstatt, Deus derrama suas graças por meio do atuar de Maria, e esta se deixa mover pela contribuição humana. Os sacrifícios pessoais, quando unidos ao sacrifício de Cristo, têm um imenso valor e movem a Mãe e Rainha a derramar as graças da redenção que Cristo mereceu para toda a humanidade. Ou seja: ofertas ao Capital de Graças são presentes de amor entregues a Nossa Senhora, a fim de que ela os distribua àqueles que necessitam. Capital de Graças é o nome dado ao tesouro de graças que a Mãe distribui a partir do Santuário.
Em outras palavras, no Movimento Apostólico de Schoenstatt, os dons imperfeitos de cada um são oferecidos a Maria e, somados aos seus dons perfeitos, ela os oferece a Deus, gerando uma fonte de graças a jorrar do Santuário. Salienta-se que, desde o início, as contribuições ao Capital de Graças que os primeiros congregados e heróis de Schoenstatt ofereciam eram, especialmente, esforços no sentido de sua autoeducação, para mover Nossa Senhora a se estabelecer no Santuário e dali distribuir dons e graças em abundância.
“Por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.”
A Obra Internacional fundada pelo Pe. José Kentenich
O Movimento Apostólico de Schoenstatt pertence à Igreja Católica Apostólica Romana e faz parte da Obra Internacional fundada em 18 de outubro de 1914, pelo Pe. José Kentenich, em Schoenstatt, na Alemanha. Schoenstatt — cuja palavra significa belo lugar — é o bairro da cidade de Vallendar, às margens do Rio Reno, onde estava localizado o seminário dos padres Palotinos. O ato da Fundação da Obra Internacional de Schoenstatt é a Aliança de Amor com Maria, firmada pelo Pe. José Kentenich, juntamente com um grupo de seminaristas palotinos.
Sobre o Movimento Apostólico de Schoenstatt
Os primeiros congregados diante do Santuário Original, em Schoenstatt
Nos primeiros anos da Fundação, durante a I Guerra Mundial, muitos seminaristas foram convocados como soldados e, apesar dos desafios, difundiram a espiritualidade de Schoenstatt entre soldados e enfermeiros da guerra. Em poucos anos a Mãe de Deus atraiu muitas pessoas ao Santuário, realizando milagres de conversão e transformações nas almas.
Em 1919, o grande número de leigos vinculados a Schoenstatt leva à fundação da União Apostólica de Schoenstatt. A década de 1920 foi marcada pela entrada das mulheres: a fundação da União Apostólica Feminina, em 1920, e o Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, em 1926.
O sacrifício de vida dos primeiros schoenstattianos fez jorrar abundantes graças e rapidamente surgiram outros ramos no Movimento. Na década de 1930, surge a Juventude Feminina e a Obra se expande para outros continentes: as Irmãs de Maria são enviadas como missionárias para a África e a América do Sul.
Schoenstatt foi duramente provado durante a II Guerra Mundial. Em 1941, o fundador, Pe. José Kentenich, é preso pelos nazistas e levado ao Campo de Concentração de Dachau. Mais uma vez, Maria aceita a entrega de seus instrumentos e, no campo, Pe. Kentenich funda o Instituto Secular dos Irmãos de Maria e a Obra das Famílias; empenha-se também pelo crescimento da expansão internacional do Movimento de Schoenstatt. Nesse período surge o primeiro Santuário Filial de Schoenstatt, construído em Nueva Helvecia, no Uruguai, réplica do primeiro Santuário em Schoenstatt — o Santuário Original.
A Divina Providência também fortalece a Obra pela comprovação realizada pela Igreja, que teve seu ponto auge nos 14 anos — 1951 a 1965 — de exílio do Fundador, Pe. José Kentenich. A atuação admirável da Mãe de Deus e o testemunho do amor e fidelidade à Igreja pelo Fundador e por toda a Família Schoenstattiana foram recompensados pela reabilitação do Pe. José Kentenich e a aprovação da Obra pelas autoridades eclesiásticas.
A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt surge em 10 de setembro de 1950, acelera a expansão do Movimento em todo o mundo e aprofunda a sua inserção nas paróquias e dioceses do Brasil.
O pioneiro que ergueu a primeira capela de Maringá
O padre alemão Emílio Clemente Scherer foi o primeiro religioso desta região. Sua história mistura-se com a própria colonização do norte do Paraná: foi ele quem construiu a Capela São Bonifácio, a primeira capela erguida na cidade, e quem deu nome às terras que hoje abrigam este lugar.
A história da Capela São Bonifácio e da vinda do Pe. Emílio para o Brasil está contada na Placa 03, com vídeo e detalhes sobre a arquitetura da capela.